17 de fevereiro de 2015

When We Were 18

To be loved and to be in love.

| POV Ísis |


A equipe da 1D estava organizando um passeio as montanhas com os meninos, cerca de 100 fãs seriam sorteadas para isto, e eu fui uma delas.

Todas nós ficaríamos num Hotel no pé da montanha para sairmos logo cedo. O sol mal tinha nascido e assim foi, todas de mochila nas costas subindo a montanha por uma estrada segura e mais de 50 funcionários dos meninos entre nós, dando assistência, uma ambulância nos seguindo como garantia. 

No Hotel tinha feito amizade com uma loirinha alta, corpinho de modelo, e bastante simpática, ela parecia estar por dentro de tudo que acontecia com os minos, já eu não estava tão ligada assim, havia passado o ultimo ano estudando. Ela me contava cada detalhe e eu tentava absorver o máximo que conseguia. 

Depois de cerca de 30 minutos caminhando mais 5 funcionários apareceram e se infiltraram no meio de nós, bom, como imaginado, logo eles tiraram o boné e o colete, um por um, e eram os nossos minos que tanto estávamos esperando. Niall se meteu entre mim e minha amiga loira, chamada Lola, que deu gritinhos animados e quase sem ar. Ele era o favorito dela. Ele nos cumprimentou sorrindo, abraçou quem conseguiu e eu tentei desenrolar meu inglês da melhor maneira que consegui. Tentando repassar a felicidade que as 10 meninas ao nosso redor estavam sentindo. Sem contar do estrogênio em excesso no ar.

- Essas são Lola, Clara, Monique, Hanna, Mariana... - E assim continuei tentando falar tudo em inglês para o Irlandês ao meu lado, tudo isso sem que parássemos de andar.  

Mais a frente pude escutar diversos gritos, até mais altos dos que eu escutava com nitidez estourando meus tímpanos, provavelmente Harry ou Zayn deviam estar por lá. O mais agoniante eram as meninas se debatendo umas contra as outras, todas tentando ficar o mais perto possível de seus ídolos, e aos poucos fui ficando para trás. Deixei isso acontecer, esperaria elas se acalmarem, o ritmo da caminhada ficar constante, e então procuraria Lola de novo, ou então algum dos outros minos.

Coloquei as mãos para dentro dos bolsos do casaco e tentei inspirar mais o ar puro que não tinha notado até então. E caminhando ao lado de algumas meninas animadas mas contidas comecei a cantarolar minha música favorita do ultimo álbum, 18. 

- I got a heart... and I got a soul. Believe me, I use them both... - Encarei o céu, despreocupadamente, ignorando os gritos ao redor. - We made a star... Be it a false one, I know... - Sorri aos céus e encarei ao redor. 

- Baby, I don't want to feel alone. 

E esta ultima frase não foi dita por mim. Assustada me virei e encarei um homem alto de boné e colete. Ele sorriu pra mim e levantou um pouco o boné. 

- Sua pronuncia é muito boa. - Ele me disse em inglês, e pela voz pude notar que era o Liam. 

Agradeci e um sorriso subiu de orelha a orelha da mesma maneira que havia acontecido com Niall. 

- Você fala inglês? - Ele perguntou baixo sem se revelar para as meninas ao redor, ainda.

- Sei desenrolar, só não me dou muito bem com os tempos verbais. - Disse constrangida.

Liam, Payne. Conversando comigo sobre meu nível de inglês? Ok, com Niall eu praticamente estava de tradutora repassando para ele o que as meninas falavam. 

- Ah, sem problema então, anh... pode falar pra elas não gritarem? Queria conversar com todas vocês sem muita bagunça. - Ele sorriu de lado.

Céus, como ele era alto. Sorri sem ter como recusar. Pouco antes de conseguir me virar para falar com elas, tropecei, e Liam me segurou pela cintura para não cair. Nos encaramos por um tempo com a proximidade, seus olhos, sorriso e perfume eram embriagantes.

Se eu fui ate as estrelas e voltei? Imagina. Mas me concentrei e virei para cerca de 10 meninas que eram o final da nossa excursão. 

- Eii, meninas. - Estiquei os braços para faze-las parar. - Se um dos minos aparecesse aqui, vocês prometeriam não gritar? 

Uma ruiva pequena e meio gordinha, que eu havia conhecido na noite anterior, me encarou longamente. 

- Somos o fim da fila, provavelmente nenhum deles vai aparecer. Você estava com Niall, não sei por que veio parar aqui. - O restante concordou com a cabeça.

- Pois vocês estão com sorte, mas só se prometerem não gritar. - Muitas inclinaram a cabeça como um cachorro que não entende o que o dono diz. 

- Só prometam, tá? Já estamos ficando para trás, prometam. - Elas se encararam, mas concordaram. 

Virei-me para Liam e expliquei o que elas tinham dito, e disse que ele podia tirar o disfarce. Aos poucos as meninas foram entendendo e se contendo, comprimindo lagrimas e sufocando gritos. 

- Oi meninas. - Liam conseguiu dizer em Português com absurdo sotaque e lindo sorriso.

- Ai meu deus. - A ruiva jogou-se de joelhos sem acreditar, fui abraça-la. - Ai meu deus, muito obrigada, ai Ísis, obrigada mesmo! - Ela agradecia soluçando em meus braços. 

Ajudei-a a levantar e a levei até Liam que abraçava algumas meninas. 

- Liam, essa é Gabi, você é o favorito dela. - Tinha descoberto isso na noite anterior e repassei para ele em inglês.

Eles se abraçaram longamente e pedi pras meninas continuarem andando, e assim logo acompanhamos o resto das 87 pessoas que subiam a montanha lentamente. 

Os próximos 30 minutos foram adoráveis, Liam andava ao meu lado pedindo traduções e sendo muito simpático com todas. 

- Muito obrigado por fazer isso, não precisava. - Ele sorriu e me abraçou de lado deixando um beijo em minha testa. 

Extremamente corada traduzi para as meninas que encaravam aquilo como se fosse algo suspeito.

- Ah, precisava, poucas vezes vocês vem para o Brasil, e quando vem é na correria, um show ou outro. A maioria das meninas aqui não fala inglês e talvez nunca tenham ido para algum show, é o minimo que eu poderia fazer. - Dei meu mais sincero sorriso. 

- Você é muito bondosa, Ísis. - Me abraçou novamente e continuou com um braço ao redor dos meus ombros. Enquanto traduzia a conversa para o resto das fãs, fiquei subconscientemente reparando aquele toque dele, não era nada num quê romântico, era um toque de reconforto, como um irmão mais velho.

Deixei ele com as meninas que estavam calmas, e fui até Lola que não tinha desgrudado de Niall. Sussurrei para ela as novidades e abracei de novo Niall.

- Estava com Liam, quer que eu traduza algo antes de voltar para lá? - Perguntei enquanto prolongava o abraço.

- Pode pedir para elas pararem de gritar um pouco? To desenrolando um pouco com o tradutor do celular. - Sorri confirmando e repassei para as meninas que diminuíram o tom de voz. 

Abracei o loiro e minha amiga e voltei para Liam. Nos dois caminhávamos no fim, atrás das meninas, conversando até que em determinado momento ele me segurou no braço para parar. 

- Alguns dos funcionários estão indo por um atalho para uma das bases da montanha, não quer ir comigo por ele? Não aguento mais andar. - Ele perguntou enquanto observávamos as meninas continuarem o percurso sem se dar conta de que havíamos ficado para trás.

- Bem... - Encarei ao redor enquanto a ambulância se aproximava e um carro de apoio desviava seguindo outro caminho. - Por que não né? - Sorri.

Ele me puxou pela mão e corremos em silêncio para o carro de apoio. Ele me ajudou a subir me levantando pela cintura. 

- É meio injusto com elas, não? - Perguntei enquanto nos afastávamos do resto das fãs.

- É justo, você passou essas ultimas duas horas traduzindo o que outras pessoas falam para mim e para o Nialler. É o minimo que posso fazer por enquanto. Não se preocupe, elas ainda tem o resto do dia de hoje, o de amanha todo, e o outro todo da volta. 

Parei para pensar enquanto observava a mata verde ao nosso redor. Eu mal conhecia aquelas meninas, sabia como era ser fã, mas eu não ia recusar uma coisa daquelas, nenhuma delas pensaria duas vezes antes de aceitar uma carona de Liam Payne.

- Você esta certo, e obrigada, de verdade. 

Ficamos apreciando o passeio e conversando banalidades até o carro parar para alguns funcionários pegarem bicicletas para subirem o resto do caminho por trilhas diferentes, fazer a contagem das meninas, sem me contar, e checar se ninguém havia se perdido.

Descemos para tomar água de um outro carro que estava pouco a frente do nosso. 

- Será que os outros meninos ainda estão no meio delas? - Perguntei para Liam depois de um longo gole de água.

- Louis e Niall com certeza. Eles são os que mais amam esses momentos com fãs ao ar livre. Zayn eu não sei, ele deve ter feito paradas ou deve estar com as fãs que estão na ambulância... - Ele me respondeu encarando o nada.

- Essas fãs da ambulância estão bem? E o Zayn? Ele parece tão magro nas fotos... - Disse com um tom de voz verdadeiramente triste.

- Ah, elas estão bem sim, e o Zayn... é complicado, sabe? - Assenti com a cabeça. 

- E o Harry? Onde ele tá? - Perguntei, lembrando que o Haz não tinha sido mencionado.

- Sim, verdade, acho que ele subiu de bicicleta. Já deve estar na base a essa hora, ou chegando lá.

O encarei surpresa. Não conseguia imaginar o Harry todo esportista. Subindo uma montanha de bicicleta. Passava a impressão de que, assim como o Zayn, ele iria desmontar se fizesse muito esforço. 

- Serio? Não, não acredito. - Minha cara devia estar exageradamente engraçada de tanta surpresa, algo que o fez gargalhar.

- É serio! É porque ele não faz muito essas coisas em frente as câmeras, nem comenta muito em entrevistas, mas nós temos uma vida e gostos que vocês não conhecem, sabe? - Ele disse me encarando de cima, com sua altura absurda, Harry devia ser tão alto quanto.

- Eu... - Fitei o chão constrangida. - Não foi o que quis dizer, desculpa. - Ele foi franzindo a testa a cada palavra minha. - Eu sei que vocês tem a vida de vocês e... desculpa.

Ai então ele entendeu, e pegou meus ombros para me encarar, depois me abraçou. 

- Own, desculpa Ísis, não quis parecer grosso, desculpa. - Fiquei em choque, Liam se desculpando para mim. Estranho, não. Além. - O Harry gosta dessas coisas, quer tentar alcançar ele? - Ele perguntou mudando levemente de assunto.

Sorri para meu amigo temporário. Pois provavelmente quando eles fossem embora tudo isso seriam momentos meus, e boatos para outras pessoas. 

- Com certeza, vamos alcança-lo. - Sorri mais uma vez naquele dia. 

Ele falou com um dos funcionários e pegamos duas bicicletas depois dele se certificar que eu sabia andar em uma, sem rodinhas. 

Saímos por uma trilha mais ampla com um segurança nos seguindo de bicicleta mais atrás. 




Continua...
Então, esse é um sonho que eu tive hoje, não terminei de escrever ele todo e pretendo terminar de escreve-lo, mas gostaria da opinião de vocês. Vocês querendo ele poderia virar uma Fic curtinha enquanto termino de escrever OA, LT e SMH. Querem? 

Por favor, se alguém ler, comente, mesmo que em anonimo. xoxo

1 de dezembro de 2014

Nova Fanfic para 2015

Oiii lindas :3

Eu estou meio desligada do blog já tem quase um ano, mas a culpa é das provas >.<

Estou terminando minhas provas finais para poder entrar no terceiro, sendo que meu colegio é muito puxado, ai complicou minha vida, e como me estressei com provas fiquei sem animo e imaginação para escrever.

Maaas, como eu não vou ficar me matando em casa todo dia pra estudar, eu vou precisar de um tempo pra desopilar e tal, vou começar uma nova Fanfic. 

> Sim, terminarei as outras, mas aos poucos. Focarei nessa nova. <

A nova Fanfic é para acompanhar melhor os meninos, pois as outras eles ainda estão novinhos, sem as peguetes de agora, Zayn nem tá noivo nelas e tal. Ah, e ainda tem gifs e descrições como se eles fossem os babys de antes. Sem falar nas musicas. Acho que não coloquei nada do Midnight Memories nem do Four ainda.

Então, se alguém ainda acompanha ou vem dar uma olhada aqui as vezes, eu gostaria da opinião dessas pessoas para saber como deve ser a nova Fic. Se deve ser interativa (não manjo disso mas faria por vocês), se deve ser com algum mino especifico, se deve ser com todos ao mesmo tempo (igual Little Things), qual deveria ser o nome da Fanfic. Se ela será clichê, fictícia, de terror, comédia, romance. 

Bom, é isso. Quem ler até o fim, por favor, comente sua opinião. Obrigada! Amo vocês :3

6 de setembro de 2014

Stole My Heart 23

Capítulo 23

É só um sonho, certo?

Capítulo passado >aqui<


~~Zayn POV~~

Pouco depois de me recuperar do soco, escutei um tiro e Niall caindo por cima de Annie.
Mas o que estava acontecendo? Por que aquilo tudo?! Protegi Andy com meu próprio corpo e depois puxei Annie para o chão do carro, ao meu lado. Depois de ver Andy segurar a mão de Annie me viro para Niall, e antes de conseguir tira-lo de perto da janela o caipira age mais rápido, agarrando o loiro pelo pescoço. 

Com um grito sufocado minhas mãos agarram o ar e vejo Niall ser jogado para longe, no meio da grama, e com nossa unica arma em mãos. 

Andy: NIALL! AH SEU DESGRAÇADO FILHO DE UMA ÉGUA!

Ela passa por cima de mim quase com o corpo inteiro fora do carro. 

Eu(Zayn): NÃO! Andy, não!

Ela levanta o joelho para sair, até que vejo o caipira sair de perto do nosso amigo Irlandês e voltar em nossa direção, a puxo pela cintura e a forço a sentar no banco do motorista. 

Eu: Fica aí!

Andy: Ma-a-as...

Eu: SEM MAS ANDY! Por favor, FICA, aí!

Se ela disse algo mais, eu já não sei, pois logo em seguida o caipira me puxa pela gola da blusa e vejo o meu corpo ser lançado pelo céu estrelado... caio a alguns metros de Niall, que se contorcia. 

Eu: Ni-Niall... você ta bem?

O loiro balança a cabeça e sua mão afrouxa com a arma calibre 38. Me arrasto até ele, com uma das mãos pego o objeto metálico, com a outra, tento manter meu amigo, no minimo, consciente. 

Eu: Vamos lá Nini, me diga o que você vê.

Disse dando uns tapinhas em seu rosto. Niall abre seus grandes olhos azuis e mesmo sem foco, observa o infinito. Enquanto isso, tento achar o caipira perturbado.  

Niall: Estou vendo as estrelas Zaz. Elas são quase da cor dos meus olhos.

Eu: Entendo Nialler, e o que mais? Vamos, fala comigo, amigo.

Escuto um barulho a minha direita e aponto a 38 para lá. Nada. Apenas o vento nas árvores e em seguida um grito distante.

Niall: Os olhos da Annie são meio azuis e meio verdes sabia? São mais lindos que os meus.

Eu: Ah, legal camarada, e que mais? 

Com os olhos atentos vi o caipira do outro lado do carro, com um galho em mãos. Dentro do automóvel vejo Andy com os olhos arregalados e tentando abrir a porta. 

Eu: ANDY! 

Logo após isso o caipira e a garota olham pra mim, e escuto outro grito distante, quando olho de novo o cara estava a menos de dois metros de mim. Apontei-lhe a arma.

Eu: SE AFASTE!

O homem sujo range os dentes, ignora totalmente meu aviso, e segue em frente para tirar a arma de minhas mãos. Logo após o segundo passo do cara, eu não penso de novo, e atiro. 



~~Harry POV~~

Eu estava abraçado com Jackie tentando reconforta-la até que escutamos outro tiro. Eu a aperto contra meu peito e a ajudo a levantar.

Eu(Haz): Vamos, temos que dar o fora daqui, ajudar os outros. 

Ela concorda com a cabeça e me segue de perto em passos lentos. 

Jackie: O... o espantalho... ele vai voltar?

Eu a encaro por um segundo.

Eu: Jackie... eu realmente não sei, mas por garantia melhor corrermos.

Talvez eu a tenha assustado, mas foi um incentivo e ela realmente correu. Passamos por entre todas as árvores curvadas do começo e nos deparamos com um Niall desmaiado na grama, Zayn com uma arma apontada para o chão e uma Andy histérica gritando de dentro do carro através da janela quebrada do mesmo.

Jackie correu para o corpo desfalecido de Nialler e eu me aproximei calmamente e toquei o ombro de Zayn, ele imediatamente se afastou e empunhou a arma, porém quando me viu seu rosto se tranquilizou e ele me abraçou forte.

Zayn: Ah, pelos Deuses, Harry! T-tinha um caipira louco aqui! Ele atacou o Niall, me atacou, atacou as meninas... esta tudo errado! Eu atirei num cara! Como assim Harry!

Ele disse tudo aquilo muito rápido, engolindo as palavras e sua voz tinha um tom de desespero, choro, raiva, medo, tudo misturado.

Minha mente girava em torno de diversas ideias, mas o principal me atingiu; precisávamos sair dali, o mais rápido possível.

Eu: Bro, isso ta um caos, mas precisamos sair daqui! 

Intensifiquei o tom de urgência na minha voz e corri até Niall. O peguei no colo e Jackie me acompanhou até o carro onde Zayn já estava tentando fazer uma ligação direta.

Jackie: Você sabe fazer ligação direta, Zayn? *ela perguntou receosa*

Zayn: Não, mas geralmente só pegam o fio azul e o vermelho, desencapam e dá certo, não custa tentar a sorte.

Vi ele tentando forçar um sorriso, e no fim a malfeita ligação direta deu certo. Ele acelerou o carro estrada afora enquanto eu tentava, com a ajuda de Andy, acordar Niall. Jackie nós encarava a cada segundo com muita preocupação nos olhos.

Annie: Não pode simplesmente deixa-lo dormir?

A garota pelo qual foi o motivo de todos nos termos feito essa viagem estava tão quieta e imóvel que por muitos minutos eu tinha esquecido de sua presença naquele carro. Ela me encarava com calma como quem pergunta "Hey, não estamos fazendo nada, alguém quer um sanduíche?"

Eu(Haz): Ah, não. Ao que parece ele bateu a cabeça, então pode ter um contusão por isso temos que deixa-lo acordado.
Ela revirou os olhos e encarou a escuridão janela afora. Zayn nos encarava de maneira tensa pelo retrovisor, visivelmente apavorado.

Eu: Hey Zaz, você ta bem cara?

Zayn: Anh? Eu? O-ótimo! Q-quer dizer, na medida do possível. 

Ele tentou forçar um sorriso e afundou o pé no acelerador. Minutos mais tarde chegamos numa cidade pequena e com péssima iluminação. Neste ponto Niall já tinha acordado, mas não falou muito e parecia meio mole.

~~Zayn POV~~


Estacionei em um posto esperando que alguém aparecesse para nos ajudar, mas o máximo de pessoas que vi foram dois bêbados na loja de conveniência do posto que eram justamente o caixa e o guarda.
Todos foram saindo do carro aos poucos para tomar um ar. Permaneci pois ainda tinha que esconder a arma de antes. A coloquei debaixo do assento do passageiro e quando levantei dei uma olhada em Annie pelo retrovisor, ela era a unica restante no carro, e a visão que tive pelo pequeno espelho quase fez meu coração sair pela boca. 

~~desculpem pelo ataque cardíaco com o link da imagem~~

Coloquei a mão no peito e tentei controlar a respiração.

Annie: O que foi Zayn? Tudo bem com você?

Virei lentamente e a encarei, ela estava completamente normal... visualmente, claro. Ou eu poderia estar tendo uma visão, surtos, não sei.

Eu(Zaz): B-bem? Aham, perfeitamente bem.

Forcei um sorriso e saí do carro. Me encontrei com Andy que estava lavando o rosto em uma torneira perto de um dos tanques de gasolina. 

Eu: Ah... Andy? Eu acho que a Annie não esta bem...

Ela me encarou abruptamente.

Andy: VOCÊ TAMB... *olhou ao redor* Você também viu?! *diminuiu o tom*

Seu tom foi de desespero e urgência. Ela olhava para o carro agoniada e ao mesmo tempo parecia procurar algo ao redor.

Eu: O que eu vi? Se você estiver se referindo a uma imagem de Annie, morena e possuída por uma caveira? Ah sim, eu vi isso e acho que estou louco, ou nós estamos.

Andy: Zayn! Você não percebe? Ela realmente deve estar possuída! Ela vem agindo estranho... e também o acidente, o carro pifar, aquela colheita sinistra, o caipira!

Eu: E o que você quer que a gente faça? Largue ela aqui? Bata nela? Eu não sou exatamente um especialista em exorcismo, se você conhecer algum por favor me fale!

Ok, soou meio irônico, mas aquilo tudo era absurdo, certo? Ela balançou a cabeça e se calou por um segundo até que uma ideia deve ter lhe ocorrido. Ela me segurou pelo braço e me deixei ser arrastado até Harry que tentava convencer o caixa do posto a lhe dar uns sacos de gelo e um pote de sal.

Andy: Harry? Você não gostaria de nós explicar por que Annie esta possuída? Ou talvez e principalmente por que você guarda armas no carro? Talvez também o por que de estar pedindo sal pro caixa?

Houve um silencio e Harry passava seus olhos de mim para ela, tentando processar as palavras.

Harry: Anh? A Annie? Possuída? Você esta louca, Andy. *ele parecia agoniadamente calmo*

Andy: Talvez eu esteja! Mas isso não elimina as outras perguntas! Vamos! Me responda!

O CurlyBoy se virou para mim como quem procura uma saída.

Harry: Ah, qual é Malik, você não está acreditando nela também, está? Você sabe o por que das armas.

Eu: Sei, ordens do Paul e tal. Mas eu vi, Harry, a Annie não é... ela mesma. Responda pelo amor de Deus, por que o sal? Por que você parecia e parece ser o único aqui que sabe o que fazer?

Ele respirou fundo e encarou o chão. Agora eu realmente estava testando em minha mente se alguma dessas coisas poderia ser verdade. Se isso de estar/ser possuído era possível. Pensando também no caipira em que atirei... a arma não deixou cheiro de pólvora, bom, aparentemente não muito, e o caipira também sumiu logo depois que eu senti o impacto da arma. Ok, nada disso faz sentido, dever ser tudo um sonho, certo?

Harry: Okay... eu vou explicar tudo a vocês, só me ajudem a conseguir o maldito sal.


Concordamos e eu fui segurar o caixa enquanto Andy e Harry pegavam dois sacos de sal, cada um. Eles saíram e eu fui logo atrás com mais um saco de sal e um de gelo, para Niall. 

Entreguei o gelo a Jackie que rasgou um pedaço da blusa para enrolar o gelo e Niall não sofrer uma queimadura. 

Harry abriu um dos sacos de sal e fez um circulo ao nosso redor.

Eu: O que é isso cara? Entramos em algum filme de terror por acaso?

Ele me encarou, visivelmente não tinha visto meu comentário como uma brincadeira. Andy sentou ao meu lado e tentava conversar com Niall para mante-lo acordado. Harry finalmente terminou o circulo, colocou uma das armas no chão ao lado de um banquinho e se sentou.

Harry: Ok, a coisa ta feia. Isso não é nenhum filme de terror, é a realidade, esses monstros, demônios, fantasmas... essas coisas existem e de acordo com vocês dois *apontou para mim e Andy* uma delas possuiu a Annie. 

Ele fez uma pausa e procurou algo no bolso da calça. Sussurrou algo que supus ser um xingamento e em seguida olhou para o carro. Se levantou, pegou a arma e caminhou em direção ao automóvel, colocou a cabeça dentro do carro pela janela e procurou algo no que eu creio ser a área do porta-luva. Pegou um livro e fitou a parte de trás do carro, eu acompanhei seu olhar, e lá estava, um enorme vazio onde devia estar Annie.

O garoto de cabelos cacheados se virou desesperado para mim, e eu automaticamente me virei para trás, onde dei de cara com uma Annie morena e no lugar de sua pele levemente bronzeada tinha apenas pedaços podres do que já foi carne e seus ossos da face totalmente expostos. 

Eu creio que aquele ser tentou fazer biquinho, mas só percebi isso pela sobrancelha arqueada.

"Annie": Descobriram meu segredinho...



Continua...
Heey, ficou legal? Se alguém ainda lê, por favor comente! :) xoxo

15 de junho de 2014

Over Again 25

Capítulo 25

Princesa?




- Liza POV -

Depois de me alimentar de Lucca, agradeço a recepcionista, saio do prédio e começo a andar pelo extenso gramado da Academia observando o céu, as estrelas, o vento, o balanço das árvores e os mais simples animais. 


Caminhando assim, distraída, acabo por chegar na capelinha que havia naquela instituição obscura aos olhos humanos. Me aproximei e passei a mão pela construção, sentindo a textura grosseira, e a junção de pedra por pedra. 


Acho que era inconsciente, mas sempre que eu andava sem rumo acabava chegando aqui, na capela. De certa forma era irônico, pois antes do acidente e tudo mais eu tinha feito intercambio para cá, foram apenas seis meses, e não me encaixei tão bem quanto queria por isso vinha clarear a mente no sótão dessa construção. O padre me conhecia e não reclamava pois eu sempre organizava os livros que as crianças acabavam mudando de lugar quando vinham. Era como uma troca de gentilezas.

Encostei minhas costas na parede de pedra e deixei a gravidade me levar ao chão. Eu havia me sentado em cima de meu casaco branco, e ele e minha calça, igualmente branca, se misturavam com a fina camada de neve que cobria todo o campus. Minha sapatilha rosa fazia um contraste bonito no meio de toda aquela palidez. Ao redor de meu corpo percebi pouco depois a marca de pés, já quase sumindo por conta da neve, me fez pensar um pouco, mas deixei pra lá. E lá vou eu com mais um momento de epifania. 

Era incrível minha capacidade de voar em pensamentos, mas me deixei levar, me deixei sentir o vento frio castigar minhas bochechas, me deixei ver a neve cair em flocos do alto das árvores, me deixei passar o dedo na neve ao meu redor, formando palavras. "Felizes para sempre", clichê, mas não seria nada mal. E por um ultimo momento deixei minha visão vagar pela imensidão da floresta, e por entre as árvores vi, lá no final, bem longe... vi uma luz laranja se expandir e em questão de segundos, se extinguir. 

O que seria aquilo? Em pleno hora do jantar, bom, jantar para os humanos, por que estava de noite, e como nosso horário é invertido, agora seria o nosso almoço... é, acho que é mais ou menos isso, enfim, ainda terei o resto do ano para me acostumar. 

Mas por que uma luz em meio a floresta? E lógico, eu não ia deixar quieto. Ignorei totalmente o horário do almoço/jantar e fui em direção a luz que tinha visto. Eu realmente não ia deixar aquilo passar. Não depois desses dois dias absurdamente estranhos e estressantes. E bota estranho nisso.

Andei uns bons quilômetros, e já estava quase deixando de sentir meus dedos do pé, a neve havia entrado na sapatilha e ia derretendo aos poucos me deixando absurdamente desconfortável, e com frio. 

Ah céus, se eu ainda lembrasse como dominar o fogo...

Sim, é verdade, eu dominava o fogo, e não só ele, os outros três elementos também. Eu não podia incendiar um colégio ou uma pessoa, se é o que parece, mas eu podia criar chama o suficiente para digamos... me aquecer, ou matar um pássaro, mas claro, isso é absurdo, o pobre animal não fez nada pra mim. E eis o mesmo com água, ar e terra. 

Eu dominava minimamente cada um deles. Todos nos Morois começamos assim, tentando descobrir qual nosso elemento final, e depois que descobrimos simplesmente paramos de dominar os outros três, mas no meu caso, como domino o Espirito, eu conseguia dominar todos os 4 num nível primário e bom, e estava me aperfeiçoando no tal quinto elemento, ou pelo menos, tentando. 

Ignorei o formigamento em meus pés e tratei de chegar logo no local, que agora dava pra se escutar uma batida, como uma música eletrônica em nível ensurdecedor. E de fato, era isso, uma música eletrônica saindo de cinco grandes caixas de som, todas concentradas em um palco improvisado onde um casal mexia numa mesa com diversos botões, deviam ser DJ's.

Agora a pergunta que vale um milhão de dólares. Por que estava acontecendo uma festa no meio da floresta, dentro do campus? 

E como um interruptor em minha mente lembrei de algumas histórias que Katy me contava quando saía da detenção. Aparentemente não era só no Brasil que os estudantes davam festas secretas e faziam coisas ilegais. 

O chão branco em que eu pisava fazia um contraste absurdo com o gramado verdinho e bem aparado onde a festa ocorria. Provavelmente era magia, provavelmente não, era magia. 

Saí finalmente do meio das árvores e entrei no ambiente aconchegante e quentinho da festa. Caminhei por entre um mar de pessoas que dançavam viradas para o palco dos DJ's e cheguei no barzinho, igualmente improvisado, como toda a festa. O homem que estava pelo outro lado do balcão me olhou da cabeça aos pés. Era um Moroi, tinha cabelos cor de areia, olhos cor de mel, ou talvez verdes, não conseguia distinguir, era visivelmente mais alto que eu, usava o cabelo bem penteado para trás, e com uma cara de abusado no rosto. Se eu fosse apostar, diria que era um Zeklos. 

Ele: O que a mocinha vai querer? 

Ele me perguntou com um sorriso sacana. E eu estava com o rosto coberto pelo capuz do casaco, imagine a cara dele quando tirei o mesmo. Foi uma mistura de espanto, admiração, medo, receito, vergonha, e ainda a mesma índole sacana, lá no fundo. 

Tirei o casaco e coloquei sobre o balcão.

Eu(Liza): Tem como guarda isso pra mim? Aqui esta muito mais quente do que na floresta, sabe. *sorri*

Ele: A-h-h... claro, com certeza-a, Ma-majestade. *eu sorri*

Eu: Por favor, só me chame de Liza. Mas me diga, o que esta rolando aqui?

Ele havia terminado de guardar meu casaco num armário e voltou com um coquetel de framboesa em mãos, aparentemente com pouco álcool. Agradeci com a cabeça e ele passou a mão pelos cabelos, tirando alguns fios do lugar. 

Ele: B-bem, é uma festa. *eu ri*

Eu: Ah, serio? Juro que não tinha percebido. *sorri irônica, mas com delicadeza* 

Ele: Foi organizada por Fatin e mais dois rapazes Moroi. *respondeu, meio receoso*

Fatin... Katy tinham mencionado esse nome alguma vez, anos atrás, algo sobre os jogos de inverno. 

Eu: E os guardiões não perceberam nada?

O garoto mordeu o lábio inferior e desviou o olhar, tentando procurar uma resposta em meio a multidão. 

Ele: Não posso ficar dando detalhes, até por que quem esta aqui foi convidado. 

Eu: Hmm. *dei um gole no coquetel* Pois esse plano falhou. Eu não fui convidada e estou aqui. 

Ele pareceu surpreso, e as palavras saiam de minha boca sinceras e calmas. 

Ele: As vezes acontece... 

Ele tentou sorrir e passou a mão na nuca. Bom, parece que o bartender aqui não conversava nada muito além de "o que vai querer?" e possíveis cantadas.

Eu: Você não me respondeu. E aliás, qual seu nome?

Perguntei sem preocupação enquanto observa o resto de meus colegas dançando, bebendo e se pegando. 

Ele: Ér... Michael... Michael Zeklos. *ele disse e tentou sorrir* E sobre sua pergunta... suborno.

HÁ! Um ponto pra princesa aqui. E logicamente, os Morois mimados e riquinhos atacam de novo. Subornar guardiões para fazer uma festa ilegal e secreta, era de se esperar. 

Eu: Então, Michael... viu a Hathawai por ai?

Ele pareceu cada vez mais surpreso. 

Ele: A fugitiva? Ela foi convidada?

Eu: Mesmo que não fosse, ela entraria aqui tão fácil quanto eu. Responda.

Ele: Ouvi comentários sobre ela entre o pessoal da organização, principalmente vindo de Fatin, mas não a vi pessoalmente ainda, então não posso confirmar. *deu de ombros*

Eu: Bem... obrigada Michael. Você foi bem útil. 

Ele balançou a cabeça de maneira aliviada e voltou a preparar uns drinques para alguns alunos do primeiro ano que estavam esperando. Me perguntei se não era ilegal, mas deixei pra lá. Tomei o ultimo gole de meu coquetel e fui explorar a festa.

Enquanto eu andava as pessoas me lançavam olhares surpresos, alguns mostravam um pouco de simpatia e me cumprimentavam com acenos de cabeça, outros simplesmente desviavam o olhar, e assim foi, até eu escutar uns gritos pouco longe do ambiente da festa e mais um clarão atingir o céu. Era isso, fogo, tinham dominadores de fogo praticando magia fora de sala, e bem mais do que deviam, muito além de apenas derreter a neve, como imaginei.

Corri para o meio das árvores, de onde tinham vindo os gritos e a magia. Chegando lá duas garotas estavam sentadas no chão, num circulo de grama, onde antes devia ter neve, uma delas estava com a mão no braço, com uma cara de dor e a outra ria com uma garrafa de bebida em mãos. 

Elas pareciam não ter me notado ainda, e decidi me aproximar para tentar ajudar a garota aparentemente ferida, mesmo que isso me causasse alguma queimadura também. 

Eu: Ei, você precisa de ajud...

E minha voz sumiu, me dando oportunidade apenas de ver outro clarão, e por trás da bola de fogo, um menino correndo em nossa direção, gritando algo. A dor me veio bem na parte de cima da cabeça, e antes de cair na neve vi alguns estilhaços de vidro passando muito perto de meu rosto e então, apaguei.




Continua...
Só me digam, gostaram? Alguém ainda lê? Agora que estou de férias espero conseguir escrever mais. Por favor, comentem. xoxo